Royal Pavilion: Único palácio real inglês que não pertence à Coroa

Royal Pavilion: Único palácio real inglês que não pertence à Coroa
 

Conheça o Royal Pavilion, o único palácio real inglês que não pertence à Coroa Britânica. Todas as dicas de como chegar até ele, o que encontrar por lá e como é a visita.

O ROYAL PAVILION

O Royal Pavilion tem uma rica história que remonta 200 anos, quando teve início como uma modesta hospedaria do século XVIII. Em meados dos anos 1780, George, príncipe de Gales, alugou uma casa com vista para o calçadão de Brighton, uma cidade litorânea se desenvolveu a partir de uma vila de pescadores e se tornou um retiro à beira-mar para os ricos e famosos perto de Londres. O príncipe havia sido aconselhado por médicos a aproveitar os benefícios da cidade litorânea, com seu clima agradável e a possibilidade de mergulhos na água salgada do mar. Brighton combinava com George, que era um homem vaidoso e extravagante, apaixonado por moda, artes, arquitetura e boa vida. George tinha fama de beber e jogar muito, além de ser mulherengo. 

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Royal Pavilion visto dos jardins

O arquiteto Henry Holland ajudou George, Príncipe de Gales, a transformar a hospedaria à beira-mar em uma bonita vila neoclássica conhecida como Marine Pavilion. Com seu amor pelas artes visuais e o fascínio pelo Oriente mítico, George começou a mobilar e decorar luxuosamente sua casa. Ele escolheu especialmente móveis, objetos chineses e papéis de parede chineses pintados à mão. 

A GRANDE REFORMA DO EDIFÍCIO FEITA POR JOHN NASH

Em 1815, George, na época Príncipe Regente (seu pai, o rei, havia sido declarado incapaz de atuar como monarca em 1811), contratou o famoso arquiteto John Nash, para redesenhar o edifício no estilo indo-sarraceno predominante na Índia durante a maior parte do século XIX. Esta etapa da construção levou vários anos. Nash sobrepôs uma estrutura de ferro fundido à construção anterior para oferecer uma vista magnífica de minaretes, cúpulas e pináculos no exterior. 

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Vista panorâmica da área externa do Royal Palace

O interior foi cuidadosamente planejado para ter uma decoração opulenta e móveis requintados. O trabalho foi concluído em 1823, três anos depois que George se tornou o rei. O palácio contava com muitos equipamentos modernos, sistema de aquecimento, iluminação e saneamento.

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Interior primoroso do palácio | Foto: site oficial

A presença de George teve um enorme impacto na prosperidade e no desenvolvimento social de Brighton a partir da década de 1780. A população de Brighton cresceu significativamente e a reconstrução da casa do príncipe proporcionou trabalho para comerciantes, trabalhadores e artesãos locais.

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Detalhes da arquitetura do Royal Pavilion

George faleceu em 1830, quando seu irmão William IV subiu ao trono. Ele era um rei popular e querido, mas o Royal Pavilion não tinha espaço suficiente para sua extensa família com a rainha Adelaide. Outros edifícios foram adicionados, porém demolidos posteriormente. O Royal Pavilion passou a ser palácio muito mais informar e perdeu um pouco do glamour das décadas anteriores.

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Primavera no Royal Pavilion

COMO DEIXOU DE SER UM PALÁCIO DA COROA BRITÂNICA

O Rei William IV morreu pouco tempo depois, em 1837. Quem o sucedeu foi sua sobrinha, a jovem Rainha Victoria. Neste mesmo ano, ela visitou pela primeira vez o Royal Pavilion. No entanto, a falta de espaço no Royal Pavilion, e sua associação com seu extravagante e indulgente tio mais velho, fizeram a rainha Victoria se sentir desconfortável. Como sua família cresceu e o Royal Pavilion não conseguia fornecer o espaço e a privacidade de que precisava, ela vendeu o palácio, em 1850, para a cidade de Brighton. Como achou que o edifício seria demolido, ela ordenou que retirasse todas as decorações interiores e móveis para uso em outras residências reais.

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Fachada do Royal Pavilion

ABERTURA DO ROYAL PAVILION AO PÚBLICO

Como Brighton continuava a prosperar, passou a ser uma estância turística importante no país. Assim, percebeu-se que o edifício tinha uma importância econômica e simbólica importante e optaram pela sua renovação. Em pouco tempo, as principais salas do térreo foram completamente redecoradas em um estilo semelhante, mas muito menos luxuoso e o Royal Pavilion foi aberto à visitação pública.

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A belíssima arquitetura do palácio

Em 1864, a rainha Victoria devolveu muitos itens do palácio, incluindo lustres, papéis de parede, pinturas e acessórios. Entre 1851 e 1920, o Royal Pavilion também era usado como local de eventos, festas, bazares, bailes, shows, exposições e conferências. O local também foi utilizado como hospital na Primeira Guerra Mundial para soldados indianos.

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Portal, ao lado do palácio, que foi um presente da Índia em homenagem aos que lutaram na Primeira Guerra

DIAS ATUAIS NO ROYAL PAVILION

Em 1920, iniciou-se um amplo programa de restauração. A Rainha Maria devolveu muitas das peças de decoração originais, incluindo móveis que estavam no Palácio de Buckingham. Atualmente, é possível conhecer os suntuosos salões no piso térreo, incluindo a Sala de Banquetes, o Salão de Música, o magnífico Salão Principal recentemente reformado e a Grande Cozinha. No andar de cima, entre outros cômodos, é possível conhecer o quarto da Rainha Victoria.  Durante a visita, também é possível obter mais informações mais sobre a utilização do edifício como um hospital militar para soldados indianos durante a Primeira Guerra Mundial.

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Royal Pavilion ao pôr-do-sol | Foto: site oficial

Leia mais sobre a cidade de Brighton

 Inglaterra: A cidade litorânea de Brighton – Roteiro de 1 dia

 

COMO É A VISITA AO ROYAL PAVILION

A entrada para o Royal Pavilion é feita através dos jardins, acessados a partir dos edifícios do Pavilion, New Road ou Church Street. Você pode comprar o seu ingresso na bilheteria (#2 no mapa abaixo) na hora da visita ou comprar pela internet com desconto e mostrar o comprovante no dia do passeio.

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Entrada para o Royal Pavilion

Você também pode alugar um audio guide para obter mais informações detalhadas sobre o Royal Pavilion e cada um dos principais cômodos visitantes durante a visita. É possível visitar dois andares do palácio. Quando visitei o palácio em 2016, era proibido tirar fotos dentro do palácio. No entanto, o site oficial informa que é permitido fotografar atualmente. Abaixo, veja um video oficial sobre o palácio e, em seguida, falaremos sobre os principais destaques do Royal Pavilion.

1. ANDAR TÉRREO

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Mapa de cômodos do Andar Térreo | Figura: site oficial

>> LONG GALLERY

A Long Gallery (#3 na figura acima) era o lugar, na época de George IV, onde os convidados eram conduzidos pelos empregados quando saíam do saguão de entrada. A Long Gallery liga todas as principais Salas de Estado (abertas aos convidados), incluindo a Sala de Banquetes e a Sala de Música. As paredes desta galeria, que são da cor rosa, foram pintadas com desenhos que evocam um bosque de bambu e inclui árvores, pedras, arbustos e pássaros.

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Long Gallery | Foto: site oficial

A sala é iluminada por um grande teto central de vidro pintado com lanternas também pintadas que contribuíam com a decoração requintada. Além disso, os móveis e adereços presentes neste espaço usam técnicas decorativas elegantes, como ferro fundido para imitar bambu, móveis de faia simulando bambus e espelhos. A Long Gallery abriga um conjunto de móveis indianos de cerca de 1770, que pertencia à rainha Charlotte, mãe de George. As cadeiras são decoradas com cabeças de dragão enrolados que as tornam muito apropriadas para compor a decoração do ambiente.

>> SALA DE BANQUETES

A belíssima Sala de Banquetes (#4 na figura acima) possui uma decoração super teatral, proporcionando um cenário perfeito para as elegantes festas organizadas por George IV para seus vários convidados. Havia banquetes que costumavam incluir até 70 pratos diferentes! Entre os destaques da Sala de Banquete está uma mesa gigantesca de 26 lugares, construída em 1826. Nela estão itens de prata que eram colocados nos aparadores para mostrar a riqueza e elegância do local.

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Imensa mesa central da Sala de Banquetes | Foto: site oficial

Além disso, há também um relógio e um barômetro com decoração chinesa que decoram a sala. O relógio foi feito pelo relojoeiro real Benjamin Lewis Vulliamy. O design ao redor em bronze dourado, prata, lápis-lazúli e tinta esmalte é provavelmente do designer da sala de banquetes, Robert Jones. O relógio e o barômetro são adornados com figuras chinesas brilhantes, ecoando as figuras pintadas por Jones nas paredes.

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Relógio e Barômetro que são destaques na sala | Foto: site oficial

Outro destaque desta sala é sua luminária central no teto com uma decoração incrível. Ela pesa 1 tonelada e fica a 9 metros de altura, pendurada nas garras de um dragão prateado. Abaixo, ficam mais 6 dragões menores pelos quais a luz passa através de tons de vidro de lótus. Na parede da janela, há um aparador folheado em madeira de cetim com dragões dourados esculpidos. A coleção de prata dourada é a mais importante do gênero no mundo. Repare também nas pinturas lindíssimas nas paredes que deixam o ambiente ainda mais sofisticado. Faça um tour virtual através deste link.

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A elegante Sala de Banquetes | Foto: site oficial

>> GRANDE COZINHA

Finalizada em 1818, a Grande Cozinha (#6 no mapa) foi desenvolvida para ser inovadora e moderna para o seu tempo. As suas instalações ofereciam a mais recente tecnologia de aquecimento a vapor, um suprimento constante de água bombeada de um poço próximo para a torre de água do Royal Pavilion e um impressionante sistema de ventilação e iluminação de doze janelas altas.

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A belíssima Grande Cozinha | Foto: site oficial

Ela também é decorada para lembrar o Oriente, com quatro colunas de ferro fundido ornamentadas com folhas e palmeiras feitas de cobre, que sustentam o teto. Ter uma cozinha tão perto da Sala de Banquetes era uma novidade. A Grande Cozinha era separada da Sala de Banquetes por um único cômodo, conhecido como Table Decker’s Room (#5 no mapa), onde eram preparados designs elaborados para a mesa da Sala de Banquetes.

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Sempre preparada para receber grandes banquetes | Foto: site oficial

George costumava levar seus convidados para ver de perto as inovações desta cozinha, transformando-a em um espetáculo no palácio. A cozinha era capaz de atender a à grandes banquetes extravagantes com muitos convidados e era comandada por chefes franceses. Faça um tour virtual através deste link.

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Detalhes dos utensílios da cozinha | Foto: divulgação

>> GALERIA DA SALA DE BANQUETES

A Galeria da Sala de Banquetes (#7 no mapa) faz parte da hospedaria original que existia antes de ser reformada para abrigar o palácio.  Originalmente, esta área era composta por dois quartos, uma ante-sala e uma sala de café da manhã. Quando foi remodelada, passou a servir como um aposento para que os convidados ficassem após o jantar para jogar cartas, conversar e beber licores. Colunas de palmeira, com núcleos de ferro fundido, suportam o piso superior. A sala é decorada com vasos chineses lindos, pintados com motivos populares, incluindo cobras, libélulas e crisântemos.

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Galeria da Sala de Banquetes | Foto: site oficial

>> SALOON

O Saloon (#8 no mapa) foi decorado em 1823 para receber o rei George IV e teve seu interior recriado e aberto ao público em 2018. O interior da sala é belíssimo devido ao trabalho de recriar a decoração original da parede em prato e branco pérola, usando folhas de platina. Além disso, foram instalados painéis de seda e cortinas com tecidos magníficos. O piso foi transformado pela montagem de uma reprodução do tapete circular original, que apresenta um design luxuoso de dragões, raios de sol e folhas de lótus.

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O magnífico Saloon | Foto: site oficial

O destaque desta sala fica por conta do relógio “Kylin”, que é decorado com porcelana asiática. Em ambos os lados estão os leões budistas chineses com vidro turquesa. Estes são frequentemente conhecidos como kylins, após um animal chinês mítico. Acima do relógio, há um grupo japonês de um Buda sentado entre duas crianças. Em volta das figuras há uma folhagem de bronze dourado ornamentado, incluindo lótus e girassóis. Veja mais detalhes neste video oficial sobre o Saloon.

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O famoso relógio “Kylin” | Foto: site oficial

>> GALERIA DO SALÃO DE MÚSICA

A Galeria do Salão de Música (#9 na figura), é uma sala que provinha uma atmosfera de tranquilidade para os convidados do rei George IV. Ele era usado para pequenos shows, recitais e até eventos dançantes. No local fica um lindo piano de cauda feito de pau-rosa e incrustado com latão, que é semelhante ao piano original que ficava nessa sala no período da Regência (1811-1820). Um outro destaque dessa sala são mesas de console de aparência exótica que são lindamente decoradas com itens de temática chinesa.

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Piano na Galeria do Salão de Música | Foto: site oficial
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Uma das mesas da Galeria do Salão de Música | Foto: site oficial

>> SALÃO DE MÚSICA

Juntamente com o Salão de Banquetes, esta Sala de Música (#10 no mapa) é um dos cômodos mais impressionantes do palácio. Ele foi construído para atender a uma das paixões de George IV, a música. A banda do rei entretinha os convidados com ópera italiana ou composições do alemão Händel. Para se ter uma ideia do prestígio deste lugar, o compositor italiano Rossini se apresentou nesta sala em 1823. A sala tem uma decoração impecável e é iluminada por nove luminárias em forma de lótus.

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Teto da Sala de Música | Foto: site oficial

As paredes são decoradas nas cores vermelha e dourada com dragões pintados. As janelas estão cobertas com cortinas opulentas de seda e cetim, suportadas por dragões voadores esculpidos. O incrível teto abobadado dourado é composto por centenas de conchas de gesso, criando uma ilusão de altura.

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A beleza da Sala de Música | Foto: site oficial

Outros destaques dessa sala são as seis torres chinesas de porcelana (também conhecidas como pagodas) que datam do início do século XIX. Elas são decoradas com sinos dourados, golfinhos e cães e são cobertas com pontas de flechas entrelaçadas por serpentes e dragões. Esta sala sofreu com um incêndio em 1975 e, em seguida, em 1887, com uma tempestade que fez com que uma bola de pedra caísse em seu teto recém-restaurado. Atualmente, ela está completamente restaurada, recriando sua decoração original. Faça um tour virtual através deste link.

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Janelões de vidro na Sala de Música com as pagodas chinesas | Foto: site oficial

>> OS APARTAMENTOS DO REI

Com reforma do palácio, o arquiteto John Nash transferiu os Apartamentos do Rei (#11 e #12 no mapa) do andar superior para o andar térreo. A mudança proporcionou um acesso fácil ao rei (que estava acima do peso e sofria de gota) a suas salas públicas e privadas. A decoração destes quartos é bem mais simples comparada com o restante do palácio, misturando móveis franceses e ingleses que, combinados, criam uma atmosfera tranquila de elegância. O papel de parede original do dragão verde foi substituído por uma cópia pintada à mão. O apartamento privado do rei é composto por ante-salas, uma biblioteca e o espaço mais privado de todos, o quarto do rei.

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Apartamentos do Rei | Foto: site oficial

George convidava apenas convidados muito especiais para a biblioteca e a decorava com móveis e objetos luxuosos. Sob as estantes de livros, há dois armários laterais e, entre as janelas, há uma escrivaninha francesa com folheado de ébano que provavelmente foi comprada em Paris por George em 1820. Estão equipados com painéis de laca japoneses que retratam paisagens, arbustos e pássaros. A cama real foi feita não para ficar no Royal Pavilion, mas sim no Castelo de Windsor. Ela possui um mecanismo de inclinação para que o rei pudesse sair da cama mais facilmente. O banheiro do rei saía do quarto e abrigava os mais luxuosos equipamentos de banho. Infelizmente, foi demolido no final do século XIX.

>> SALA DE ESTAR VERMELHA

Após assistir a um filme explicativo sobre o Royal Pavilion na Film Room (#13 no mapa), o próximo cômodo é Sala de Estar Vermelha (#14 no mapa), a qual está fora do roteiro principal do palácio. Ela é uma bela sala que contém muito da decoração original de 1820, com um papel de parede com desenhos de dragão e pilares que imitam palmeiras. Esta sala está dedicada para receber cerimônias civis e pode também ser alugada para pequenos eventos corporativos.

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Sala de Estar Vermelha | Foto: site oficial

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2. PRIMEIRO ANDAR

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Mapa de cômodos do 1º Andar | Figura: site oficial

>> QUARTOS DE ADELAIDE

Os Quartos de Adelaide (#3 na figura acima) foram reformados para se tornar um espaço sofisticado para eventos privados noturnos. O espaço conta com uma varanda que proporciona vistas incríveis dos jardins do Royal Pavilion durante os dias ensolarados. Ele fica ao lado da Casa de Chá (#4 no mapa) do palácio, local em que os visitantes podem tomar um chá e comer uma fatia de bolo, durante a visita.

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Quartos de Adelaide | Foto: site oficial

>>  QUARTOS AMARELOS

Foram decorados com em amarelo-cromo e design de dragões, fênix e aves do paraíso, os The Yellow Bow Rooms (#5 no mapa), os quartos dos irmãos do Rei George IV, o Duque de York e o Duque de Clarence. O amarelo cromo vívido acentua drasticamente a rica coloração das pinturas a óleo e das aquarelas chinesas. Este conjunto de quartos foi restaurado para o design original, com o papel e o dado de dragão sendo meticulosamente reproduzidos a partir de fragmentos originais e impressos da maneira tradicional.

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Quartos Amarelos | Foto: site oficial

>> GALERIA DO HOSPITAL MILITAR INDIANO

De dezembro de 1914 a fevereiro de 1916, o Royal Pavilion foi oferecido como hospital para tropas do Indian Corps feridas na Frente Ocidental na França e em Flandres durante a Primeira Guerra Mundial. Na Galeria do Hospital Militar Indiano (#7 no mapa anterior), estão pinturas, fotografias de arquivo, relatos contemporâneos e filmagens que lembram de forma vívida a história desta época importante de Brighton. Para mais detalhes, assista a esse video.

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Galeria do Hospital Indiano | Foto: site oficial

>> APARTAMENTOS DA RAINHA VICTORIA

A Rainha Victoria visitou o Royal Pavilion pela primeira vez em 1837 e não gostou do que viu. Achou a decoração estranha e nada interessante. Ela voltou para uma estadia mais longa com seu marido, o Príncipe Albert, em 1842, e o andar superior do palácio foi adaptado para acomodar a rainha e sua família. Considerou que o palácio não tinha muito espaço e dava pouca privacidade à família. Ela queria distanciar a imagem da monarquia dos gastos excessivos e da extravagância e, por isso, decidiu vender o palácio para a cidade de Brighton, em 1950.

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Quarto da Rainha Victoria | Foto: site oficial

Seus três quartos – o quarto da rainha, o quarto da empregada e o closet – (#8, #9 e #10 no mapa) foram restaurados para refletir sua aparência entre 1837 e 1845. Atualmente, o quarto da rainha abriga uma cama de mogno com dossel, que é copiada de uma cama original da década de 1830; o quarto da empregada é decorado com uma reprodução do papel de parede original; e o closet foi usado como quarto de empregada durante o reinado de George IV e convertido em banheiro para o rei William IV ou para a Rainha Victoria.

>> SALA DE WILLIAM IV 

Fora do roteiro oficial, a Sala de William IV (#11 no mapa anterior) é uma sala decorada com um lindo papel de parede em estilo chinês pintado à mão. Suas janelas apresentam vista para os jardins do Royal Pavilion. A sala está disponível para aluguel e é usada para palestras e outros eventos públicos.

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Sala William IV | Foto: site oficial

>> GALERIA DO PRINCÍPE REGENTE

A Galeria do Príncipe Regente (#13 no mapa) fica na parte mais antiga do Royal Pavilion, onde ficava uma casa alugada pelo Príncipe de Gales em 1786. As salas eram, originalmente, quartos para dormir do príncipe e consistiam em um quarto, sala de estar e vestíbulo. As paredes eram originalmente forradas com algodão estampado, mas os quartos eram frequentemente redecorados, atingindo sua forma final em 1815.

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Galeria do Príncipe Regente | Foto: site oficial

O quarto do príncipe permaneceu aqui até cerca de 1823, quando George, agora rei, se mudou para os novos apartamentos do rei no andar de baixo. O rei estava tão acima do peso que não conseguia mais subir as escadas. Depois disso, os apartamentos do Príncipe de Gales foram usados ​​como salas de estar por William IV e Rainha Victoria e depois que o Royal Pavilion foi vendido em 1850, os quartos foram usados ​​para uma ampla variedade de funções. Atualmente, o espaço será usado para exposições periódicas.

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Exposição na Galeria do Príncipe Regente | Foto: site oficial

3. JARDINS

Os Jardins do Royal Pavilion foram projetados por John Nash como um pitoresco campo de entretenimento para o rei. Linhas retas e formas simétricas foram substituídas por caminhos curvos, grupos naturais de árvores e arbustos e vistas pitorescas. É um dos poucos jardins da época da Regência que foram restaurados. A ideia foi seguir os planos originais de 1820, incluindo a lista de plantas que existiam na época de George IV.

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Palácio visto do jardim

Nos dias atuais, os jardins são mantidos sob diretrizes orgânicas, utilizando técnicas naturais de plantio e composto orgânico, sendo proibido o uso de produtos químicos. Essa abordagem continua a incentivar o retorno da vida selvagem ao centro de Brighton, com borboletas, abelhas e uma população considerável de pássaros. O jardim abriga uma coleção única de ulmeiros e muitas flores que vão mudando ao longo dos anos.

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Flores nos jardins do Royal Pavilion | Foto: divulgação

Segundo o site oficial, podemos encontrar as seguintes flores em cada estação:

  • início da primavera: amendoeiras floridas, tojo e charneca de flores vermelhas, marmelo, galanthus, prímulas, narcisos silvestres e heléboro de inverno
  • primavera: flor de espinheiro, lilases, laburno, vassoura espanhola e roxa, amontoados de tulipas, pervinca, miosótis, lírios e peônias
  • verão: rosa dos ventos, vassoura amarela, alecrim, lavanda, 15 variedades de rosa, peônias, malvas-rosa, dedaleiras, cravos dos poetas, flor azul Delphinium, papoulas, margaridas
  • início do outono: medronheiros, hortênsias, fúcsia, vassoura amarela tardia, lírios de tigre, girassóis, crisântemos, ásteres

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Flores na primavera no Royal Pavilion

OS ANTIGOS ESTÁBULOS REAIS

Os estábulos reais do Royal Pavilion foram construídos em 1808, após cerca de 3 anos. O edifício é imponente e possui uma magnífica cúpula de cerca de 25 metros. Os estábulos acomodavam pelo menos 60 cavalos e tinham com quartos para os funcionários do palácio que cuidavam dos cavalos. Em 1821, uma passagem subterrânea foi construída desde os novos apartamentos do térreo do rei até os estábulos e a casa de equitação para permitir acesso direto e privado. Atualmente, o edifício abriga o Brighton Museum & Art Gallery e o Brighton Dome Concert Hall.

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Brighton Dome

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Brighton Museum & Art Gallery

PISTA DE PATINAÇÃO NO GELO DO ROYAL PAVILION

The Royal Pavilion Ice Rink é o rink de patinação no gelo que é montado atrás do Royal Pavilion todos os anos durante o inverno desde 2010. O local abre para o público, geralmente, de novembro a início de janeiro do ano seguinte entre 10h e 22h15. Nesta época, também é montado um restaurante, o Royal Pavilion Ice Rink Restaurant, que funciona somente no período em que o rink fica aberto.

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Pista de patinação no gelo montada atrás do palácio | Foto: divulgação

ONDE COMER NO ROYAL PAVILION

  • Royal Pavilion Tearoom: Localizado no Piso Superior (#4 no mapa), essa casa de chá é um local sofisticado que possui uma varada ensolarada com vista para os lindos jardins do Royal Pavilion. Aqui é possível comer uma gostosa fatia de bolo comento um dos chás famosos do Royal Pavilion. O menu de chá tem muitas opções para um chá da tarde britânico legítimo, que inclui sanduíches, bolos e, claro, uma ampla variedade de chás.
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Royal Pavilion Tearoom | Foto: site oficial
  • Pavilion Tea Company: Do lado da Royal Pavilion Shop, o piso térreo, fica a Pavilion Tea Company, que fica aberta para todos, não somente quem paga ingresso para visitar o palácio. O local comidinhas leves e uma ampla seleção de chás e cafés. O local fica aberto de outubro a março diariamente de 10h30 às 16h30 e de abril a setembro diariamente de 10h às 17h.
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Royal Pavilion Tea Company | Foto: site oficial

OPÇÕES FORA DO ROYAL PAVILION

Seguem algumas opções de restaurantes nos arredores do Royal Pavilion, caso você resolva fazer uma pausa para comer antes ou depois da sua visita ao palácio:

ONDE COMPRAR NO ROYAL PAVILION

Royal Pavilion Shop (#15 no mapa do Andar Térreo) é a lojinha do palácio que pode ser acessada mesmo por quem não é visitante do Royal Pavilion. São oferecidos muitos tipos de produtos inspirados no Royal Pavilion e na história da região de Brighton.

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Royal Pavilion Shop | Foto: site oficial

COMO CHEGAR AO ROYAL PAVILION

Para chegar ao Royal Pavilion, você precisará pegar um trem até a cidade de Brighton, no litoral da Inglaterra. Para ir a Brighton a partir de Londres, é preciso pegar o trem nas estações London Victoria, London St. Pancras ou London Bridge. O percurso varia entre 1 hora (London Victoria e London Bridge) e 1 hora e meia (London St. Pancras). Desembarque na estação Brighton e siga em frente. Você já estará caminhando no centrinho da cidade, pela Queens Road. Vire na Church Street e vire à direita antes de passar em frente do Brighton Museum & Art Gallery. Você passará pelos jardins até chegar ao palácio. O trajeto completo leva cerca de 12 minutos. Para comprar bilhete do trem, recomendamos o site TrainLine. Veja mais dicas para viajar de trem pela Inglaterra.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Royal Pavilion

  • Endereço: 4/5 Pavilion Buildings, Brighton BN1 1EE, Inglaterra
  • Horários:
    • de outubro a março: diariamente de 10h às 17h15
    • de abril a setembro: diariamente de 9h30 às 17h45
  • Entrada: £15.00 na bilheteria | £13.95 online – compre aqui
  • Audio Guide: disponível por £2 em inglês, inglês fácil, francês, alemão, espanhol, italiano, russo, mandarim e linguagem dos sinais britânica – veja mais informações aqui
  • Wifi: O palácio disponibiliza wifi gratuito através da rede ‘_Link Free’
  • Fotografia: Quando eu visitei o palácio em 2016, era proibido tirar fotos dentro do palácio. No entanto, o site oficial informa que é permitido fotografar atualmente.

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