Última atualização: 04/11/2019
Reserve um tempinho durante sua passagem pelo Vale do Silício, na Califórnia, para visitar o Computer History Museum, o Museu da História do Computador, que conta toda a história da computação em detalhes e suas infindáveis aplicações!
O MUSEU DA HISTÓRIA DO COMPUTADOR
Localizado no coração do Vale do Silício, na cidade de Mountain View e ao lado do campus que abriga a sede do Google, fica o Museu da História do Computador, o museu que aloja a maior e mais significativa coleção de artefatos de computação do mundo! Ele foi fundado em 1996, com o objetivo de apresentar e preservar a história do computador, bem como os artefatos que fazem parte do que chamamos de de era da informação. Além disso, o museu permite explorar a revolução trazida pelos computares e os impactos na sociedade como um todo. O museu oferece muitas exposições em uma variedade de temas relacionados com a história da computação. Afinal, a história dos computadores é a história do nosso mundo moderno.

O museu é muito didático, explicando a importância da informática em todos os setores de nossas vidas. Como a evolução do computador aconteceu durante as guerras, qual foi a importância na conquista do espaço com a NASA, entre outros eventos históricos importantes. Há uma seção com computadores e video-games antigos, os primeiros celulares e aparelhos eletrônicos que vão fazer qualquer um se deslumbrar com as maravilhas da tecnologia que foi sendo aprimorada ao longo das décadas. Uma visita ao Computer History Museum irá revelar as ligações fascinantes e muitas vezes surpreendentes entre inovações passadas, pessoas e histórias, e as tecnologias que permeiam nossas vidas nos dias de hoje.
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VISITA AO MUSEU DA HISTÓRIA DO COMPUTADOR
Quem tem interesse pelo assunto pode passar tranquilamente um dia inteiro andando pelos seus corredores recheados de história, conhecendo um pouco mais desde os primórdios da informática. O tempo recomendado para a visita é de cerca de 3 horas. Nós já estivemos lá por 2 vezes, a primeira em meados de 2014 e, novamente, no final de 2019. Entrando no museu, você vai encontrar a bilheteria. Comprando o seu ticket, você receberá um mapa do museu e um pin que deve ser colocado na roupa, para identificar que você comprou o ingresso antes de entrar. Há uma escadaria do lado esquerdo da bilheteria, mas as exposições estão todas no piso térreo. A menos que você queira participar de um evento especial, não será necessário subir as escadas.

Do lado direito da bilheteria você encontrar toda a exposição permanente e acervo principal do museu (em amarelo no mapa abaixo). Do lado esquerdo, há laboratórios (em azul), exposições especiais de temática mais atual (em verde) e um Centro de Aprendizagem (em laranja) com alguns equipamentos antigos.
1. REVOLUTION: EXPOSIÇÃO PERMANENTE
Desde 2011, o museu tem como exposição permanente a “Revolution: The First 2000 Years of Computing”, que explora os primeiros 2 mil anos da história da computação. Para visitar a exposição, assim que sair da bilheteria você verá, à direita, um teatro que exibe um filme curtinho com uma introdução ao escopo abordado nas exposições. Em seguida, basta você continuar seguindo as indicações no solo e nos vários totens para seguir a linha do tempo que o museu faz para contar a história do computador. Abaixo, veja o mapa que mostra as 20 áreas distintas da exposição permanente do museu.

1. CALCULATORS (CALCULADORAS)
A exposição tem início apresentando os primeiros “computadores”: o ábaco! Ábaco é um instrumento de cálculo criado na Mesopotâmia há mais de 5,5 mil anos atrás. Através de todo o conceito utilizado pelo ábaco sobre somar e subtrair, as primeiras calculadoras puderam ser criadas. Esses primórdios da história do computador é mostrado em detalhes. Há áreas interativas e videos educacionais explicando como utilizar essa antiga ferramenta.


2. PUNCHED CARDS (CARTÕES PERFURADOS)
Com a evolução das calculadoras, chega-se até a segunda área de exposições, a dos famosos cartões perfurados da IBM. Os cartões perfurados nada mais são do que um pedaço de papel rígido que pode ser usado para conter dados digitais. Muitos computadores digitais antigos usavam cartões perfurados, geralmente preparados com máquinas de digitação, como principal meio para programas e dados de computador. Eles passaram a ser frequentemente utilizados e aprimorados a partir da década de 1920. Alguns dos seus usos são explicados durante a exposição.

3. ANALOG COMPUTERS (COMPUTADORES ANALÓGICOS)
Computador analógico é um tipo de computador que usa os aspectos continuamente variáveis dos fenômenos físicos, como quantidades elétricas, mecânicas ou hidráulicas, para modelar o problema a ser resolvido. Os computadores analógicos eram amplamente usados em aplicações científicas e industriais, mas começaram a se tornar obsoletos a partir das décadas de 1950 e 1960, devido às suas limitações.

4. BIRTH OF THE COMPUTER (NASCIMENTO DO COMPUTADOR)
A área 4 exibe o “nascimento do computador”. A Segunda Guerra Mundial agiu de forma crucial para o advento do computador, uma vez que demandas e cálculos militares sem precedentes necessitavam de cálculos rápidos. Os primeiros computadores elétricos eram máquinas exclusivas, construídas para interesses específicos. Mas, ao longo do tempo, ocorreu uma revolução inovadora para armazenar programas em memórias e melhorias em softwares. Um dos destaques dessa época foram as máquinas construídas para quebrar os códigos nazistas feitos com a máquina Enigma (falamos mais dele durante a nossa incrível visita ao Bletchley Park, na Inglaterra).

5. EARLY COMPUTER COMPANIES (PRIMEIRAS EMPRESAS DE COMPUTADOR)
Nesta área, você terá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre algumas das primeiras empresas que produziram computadores no mundo, tais como a UNIVAC (Universal Automatic Computer) e a IBM. O acervo do museu é bem impressionante e há vários itens em exposição bem interessantes.

6. REAL-TIME COMPUTING (COMPUTAÇÃO EM TEMPO REAL)
A computação em tempo real responde aos eventos quando eles acontecem, coisa que os primeiros computadores não conseguiam fazer, já que eram muito demorados e levavam horas, dias, semanas para processar informações. A demanda pela computação em tempo real teve início na esfera militar, mas rapidamente se expandiu para as áreas industriais, médica e, em seguida, para o uso cotidiano.


7. MAINFRAMES
Nos anos 1950, os mainframes ficaram cada vez mais comuns. Eles são computadores de grande porte dedicados ao processamento de um volume imenso de informações e eram utilizados por grandes empresas que precisavam processar dados em massa, como censos, estatísticas da indústria, planejamento de recurso empresariais, processamento de transações, entre outros. A maioria das arquiteturas de sistemas de computadores em larga escala foi estabelecida na década de 1960 e muitos deles passaram a ser usados com servidores.

8. MEMORY & STORAGE (MEMÓRIA E ARMAZENAMENTO)
Como os computadores “lembram”, tocam música, resolvem equações, buscam dados na internet? Esta área mostra a evolução das formas de armazenamento de informações nos computadores, trazendo uma volta no tempo, desde os antigos e enormes disquetes, passando pelos CDs e o conceito de memória dos computadores.

9. SOFTWARE THEATER
Nesta área você vai encontrar uma área com uma tela e alguns bancos confortáveis para assistir como os computares são máquinas versáteis, a partir do momento que são instruídos por um software! Software é um tipo de literatura, escrita tanto para computadores quanto para as pessoas lerem.

10. SUPERCOMPUTERS (SUPER COMPUTADORES)
O conceito de supercomputador é relativo e varia com o tempo. O que era considerado avançado há 20 anos atrás, é obsoleto nos dias de hoje. Os supercomputadores são desenvolvidos para ajudar a calcular e resolver problemas complexos, como prever o tempo, quebrar códigos, desenhar bombas nucleares. Os primeiros supercomputadores eram máquinas produzidas para o governo ou para uso militar, os quais eram os únicos que conseguiam arcar com os custos de um supercomputador.



11. MINICOMPUTADORES
Minicomputadores trouxeram novos conceitos à computação, mostrando que “menos é mais”. Menores, mais simples e mais baratos que os mainframes, esse novo tipo de computador era desenhado para interagir diretamente com os usuários e o mundo exterior. As máquinas passaram a ser mais flexíveis e baratos, possibilitando a produção em larga escala e o amplo acesso dos consumidores.


12. DIGITAL LOGIC (LÓGICA DIGITAL)
O foco desta área é mostrar que todos os computadores trabalham no mesmo princípio: manipular sinais para implementar funções lógicas. O grande destaque desta área é a explicação a Moore’s Law (Lei de Moore), uma “profecia” que afirmava que o número de transistores dos chips teria um aumento de 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses. Há, inclusive, um video explicativo sobre o conceito.

13. ARTIFICIAL INTELLIGENCE & ROBOTICS (INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E ROBÓTICA)
Uma área dedicada à robótica e a sua importância, replicando os não somente os pensamentos humanos, como suas ações. Os computadores são capazes de prover um grau de sofisticação no comportamento humano através da Inteligência Artificial aplicada a produtos e serviços no nosso cotidiano. Há muitos exemplos de robôs, braços mecânicos e utilizações da robótica expostas nesta área do museu.


14. COMPUTER GRAPHICS, MUSIC & ART (COMPUTAÇÃO GRÁFICA, MÚSICA & ARTE)
Os computadores foram originalmente criados para calcular. Mas eles estão cada vez mais sendo usados para criar. O potencial do computador vem sendo explorado para criar arte, música, cinema. A própria ideia de criatividade vem sendo revista e novas artes vem sendo desenvolvidas. Atualmente, é possível desenhar através de ferramentas fantásticas aplicáveis tanto na arte como na engenharia e no design.


15. INPUT & OUTPUT
Os computadores sempre foram bons em cálculos e processamento de dados. Mas evoluir de dispositivos especializados para uma ferramenta universal exigia maneiras mais eficientes de “conversar” com as pessoas. Os computadores antigos se comunicavam principalmente com texto codificado. Gradualmente, eles aprenderam a usar imagens. O desenvolvimento de interfaces gráficas foi essencial para criar poderosos sistemas de hardware e software que qualquer um poderia usar.


16. COMPUTER GAMES (JOGOS DE COMPUTADOR)
Inicialmente, jamais havia se imaginado que os computadores serviriam para jogar. No entanto, o hardware e o software cada vez mais sofisticados espelham a evolução e as transformações na complexidade, potência e tamanho dos computadores. Nesta exposição é possível ver não só os primeiros videogames, mas também os primeiros jogos desenvolvidos utilizando o computador como uma ferramenta para diversão e entretenimento.


17. PERSONAL COMPUTERS (COMPUTADORES PESSOAIS)
A grande revolução na história do computador foi quando eles deixaram de ser usados exclusivamente por militares, cientistas e funcionários do governo e de empresas e passaram a ter seu uso expandido em laboratórios, universidades, pequenos negócios e, claro, residências. As pessoas passaram a poder entender como os computadores funcionam e a comprá-los, uma vez que tinham uma interface amigável. A exposição exibe vários modelos dos primeiros computadores pessoas feitos por empresas como a IBM e Apple.




18. MOBILE COMPUTING (COMPUTAÇÃO PARA CELULARES)
Os primeiros computadores eram enormes e, alguns, chegam a ocupar salas inteiras. Atualmente, é possível colocar o seu computador na bolsa ou no bolso, uma vez que eles aparecem na forma de celulares e smartphones. A miniaturização e a queda nos custos tornaram possível levar os computadores para qualquer lugar e mesclá-los com dispositivos como telefones e câmeras. A comunicação sem fio através de redes globais transforma a computação em nossas vidas onde quer que vamos. A exposição é muito rica nesta área, com muitos dos primeiros modelos de celulares e smartphones do mundo!


19. NETWORKING & THE WEB (REDE & INTERNET)
A rede transformou os computadores de trituradores de dados independentes na base de uma comunidade global sem precedentes. A rede baseia-se em um conceito simples: fazer com que os computadores se comuniquem. Isso requer uma conexão física, como fios ou links de rádio, e um idioma comum (protocolo) para a troca de dados. Uma vez instaladas, vem a camada que vemos: sistemas de informação como a Web. Esses sistemas nos permitem conteúdo como texto, imagens ou música, transformando a maneira como trrabalhamos, compramos e mantemos contato.



20. WHAT’S NEXT? (O QUE VEM DEPOIS?)
Aqui você pode assistir um video um pouco antigo sobre algumas reflexões sobre o que está por vir esta área da informação. Há muitas informações que abrangem até o início dos anos 2000.

2. LABORATÓRIOS E EXPOSIÇÕES ESPECIAIS
Há uma área com 2 laboratórios com computadores antigos em funcionamento que ainda podem ser visitados. Há programas especiais que são desenvolvidos durante alguns dias da semana.


No espaço de exposições especiais, há um pouco de tudo. Há exemplos de como a tecnologia dos jogos de computador evoluiu ao longo das década; como a nossa forma de adquirir informação abandonou as enciclopédias e passou a consultar a Wikipedia; o testes que estão sendo feitos como Waymo, o carro sem motorista do Google; entre outras novidades.
3. CENTRO DE APRENDIZAGEM
Neste espaço, você vai encontrar equipamentos antigos para brincar e interagir, conhecendo um pouco mais sobre as tecnologias do passado e do presente. É uma área em que é possível colocar a “mão na massa” e brincar com alguns equipamentos disponíveis.
EXIBIÇÕES ONLINE DO MUSEU E EVENTOS
O Museu da História do Computador também conta com exposições online com videos e muitas informações sobre diversos temas que envolvem a história do computador. Essa é uma boa opção para quem ainda não teve oportunidade de ir pessoalmente ao museu ou que já foi e quer se aprofundar ainda mais em algum tema específico. Para verificar as opções oferecidas, acesse este link e selecione o item desejado. O museu também oferece periodicamente eventos diferenciados em seus laboratórios e com equipes especializadas. Confira o calendário de eventos neste link e, caso deseje, pode se cadastrar para participar de alguns deles.
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LOJA DO MUSEU
Procurando um presente original relacionado à informática, uma lembrança do Vale do Silício, ou artigos diversos para tornar a sua visita mais confortável? Visite a loja do museu que tem como foco presentes e gadgets relacionadas à tecnologia.

THE CLOUD CAFE: O CAFÉ DO MUSEU
The Cloud Cafe oferece café feito na hora, vinhos locais, e saborosos sanduíches e saladas de estilo bistro. As janelas do chão ao teto oferecem vistas ensolaradas do belo edifício. Não é preciso comprar o ticket do museu para acessar esta área, pois ela fica para livre acesso ao público.

O QUE NÃO É PERMITIDO
- Comidas e bebidas na área de exposições
- Fotografias com flash, tripés e outros equipamentos
- Bolsas e mochilas nas galerias de exibições
- Acesso de menores de 12 anos desacompanhados de um adulto responsável
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
Computer History Museum
- Endereço: 1401 N Shoreline Blvd, Mountain View, CA 94043
- Horários: de quarta a domingo de 10h às 17h / fechado às segundas e terças-feiras
- Entrada: US$ 17.50 adultos / US$ 13.50 estudantes e idosos com 65 anos ou mais / gratuito para menores de 7 anos
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